Sabe como comprar e ler um livro digital?

Acesso aos livros digitais cresce como fenômeno trazido pela pandemia

Por Eliana Sá*

A pandemia abriu espaço para o livro digital no Brasil. E parece que somente um acontecimento assim, tão imenso quanto inesperado, iria tirar o mercado de uma rotina que o impedia de apostar no digital em nosso país, onde a taxa de leitura é historicamente baixa, em qualquer suporte. Sem incorporar as novas tecnologias, a leitura já vinha perdendo espaço para os smartphones e casts.

Com os filhos em casa, trabalhando e estudando pelo meio digital, pais e mães que gostam de ler tiveram que aprender a baixar aquivos. Mas muita gente que ama a leitura, ainda não sabe como fazer para se ajustar aos novos tempos usando seu smartphone, seu Ipad ou mesmo seu PC. 

A primeira necessidade é baixar um leitor de e-books ( a mesma coisa que livro digital) no seu aparelho. Existem vários, são gratuitos, entre eles, recomendamos o Kindle, da Amazon, por sua facilidade de uso, e por permitir que você crie sua biblioteca dentro do leitor, uma delícia.

Depois de baixar o leitor, vá até uma livraria digital, online ( a Sá é parceira da Amazon) , escolha e compre um livro com seu cartão de crédito, e espere um minutinho — mas é um minutinho mesmo! –enquanto ele chega em frente aos seus olhos.

Um serviço excelente que as livrarias digitais oferecem é o de receber amostras de qualquer livro para ver se você gosta mesmo e quer adquirir aquele título. Essa amostra representa uma porcentagem de páginas do livro original. É uma forma de você “folhear” o livro, como se estivesse comprando um livro físico.

Com crianças e jovens em casa, estudando on line, a leitura digital foi sendo introduzida e aceita por toda a família. Nós, da Sá, tivemos a surpresa de ver um título adotado por escolas e viramos best-seller no Kindle com A caixa de Pandora

Essa possibilidade fez subir as vendas de digitais e ajudou a manter o livro vivo em um momento tão complicado.Na crise econômica que fechou megas, pequenas e médias livrarias, sem espaço nos shoppings e nos supermercados, o livro pode “correr solto” pela rede , continuar sua cadeia, quem lê no celular incentiva quem só lê no papel, ou quem aderiu ao audiobook. E vice-versa.

*Eliana Sá é fundadora e editora da Sá Editora.

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